Troféu Santa Clara 2014 elege os piores da televisão



Na última segunda-feira, 11 de agosto, foi comemorado o dia da televisão. É o dia de Santa Clara, padroeira da TV. Para comemorar a passagem da data, o blog TELE-VISÃO, pelo sétimo ano consecutivo, promove o Troféu Santa Clara, que elege os piores da televisão em 16 categorias. Os “premiados” são eleitos por um júri composto por blogueiros especialistas em TV. São eles: Alencar Tognon (Blog Alencar Tognon), Brunno Luiz (Tô Ligado!), Endrigo Annyston (Cena Aberta), Fabio Dias (O Cabide Fala), Fabio Maksymczuk (Fabio TV), Guto Renosto (TV Sem TV), Isaac Santos (Posso Contar Contigo?), Jurandir Dalcin (Jurandir Dalcin Comenta), Kleber Nunnes (Blog de Knunnes), Lucas Andrade (Cascudeando), Lucas Martins Néia (Telenovelo) e André San (TELE-VISÃO). Vamos aos vencedores?

Pior novela: “Geração Brasil”

A atual trama das sete, de Izabel de Oliveira e Filipe Miguez, estreou com a promessa de ser tão boa quanto Cheias de Charme, novela sensação também de autoria da dupla. Mais uma da série: promessas não cumpridas! “Geração Brasil explora a aura da tecnologia que impregna a obra como um todo. Não emociona. Não diverte. Personagens que não criam identidade ao público. Mais um erro da TV Globo na faixa das sete”, avalia Fabio Maksymczuk. “Geração Brasil é chata, boba, buscou apenas interagir com outras mídias e se esqueceu de contar uma boa história”, define Lucas Andrade. Sete votos.

Foram lembradas: Em Família (2 votos); Amor à Vida (2 votos); Além do Horizonte (1 voto).

Pior ator: Gabriel Braga Nunes

O Laerte de Em Família foi incompreendido pelo público. Era um apaixonado, um louco? Estava feliz, triste, com sono, com dor de barriga? O olhar vidrado e inexpressivo do personagem é “mérito” de seu intérprete, num trabalho que beirou o pouco caso. “Talvez seja implicância, mas o ator totalmente sem expressão soava falso como Laerte, parecendo não estar confortável em cena”, avalia Jurandir. “[Voto no Gabriel Braga Nunes], pois seu Laerte era um mala insuportável”, decreta Kleber. Três votos.

Foram lembrados: Thiago Rodrigues (2 votos); Rodrigo Lombardi (1 voto); Caio Castro (1 voto); Vinícius Tardio (1 voto); André Di Mauro (1 voto); Fiuk (1 voto); Marcelo Schimidt (1 voto); Malvino Salvador (1 voto).

Pior atriz: Bruna Marquezine

Definitivamente, o casal Laerte e Luiza, de Em Família, não convenceu ninguém. Se o intérprete de Laerte foi eleito o pior ator, nada mais natural que seu par levante a estatueta de pior atriz. Luiza não deixa saudades. “A atriz potencializou a chatice de Luíza na novela Em Família. Uma coisa é ser mimada. Outra bem diferente é ser irritante. É só comparar o desempenho com Carla Marins (Joyce, em História de Amor) e Gabriela Duarte (Maria Eduarda, em Por Amor), atrizes que viveram personagens semelhantes em novelas de Manoel Carlos.  A jovem demonstrou não estar preparada para um desafio tão grande”, compara Fabio Maksymczuk. “Tá certo que Bruna não é uma atriz tão ruim, mas merece destaque pela insuportável Luiza. A personagem mala foi um dos diversos motivos para se passar longe desta novela”, afirma Guto. Quatro votos.

Foram lembradas: Virgínia Novick (1); Adriana Birolli (1); Christiana Ubach (1); Tania Toko (1); Flavia Alessandra (1); Isabelle Drummond (1).

Pior apresentador: Zeca Camargo

Zeca Camargo saiu do Fantástico com a missão de ser o novo rosto do novo Vídeo Show. Mas, saltitante e esfuziante toda vida, o apresentador só conseguiu deixar o vespertino da Globo ainda mais chato do que já estava. “Não que não seja ruim, ou que não tenha talento, todos conhecem as qualidades de Zeca, entretanto, no Vídeo Show, ele carregou muito na tinta”, pondera Endrigo. “Um ótimo entrevistador nos áureos tempos da MTV. Não combina com a proposta do Vídeo Show. Em alguns momentos se mostra efusivo, noutros parece absolutamente deslocado das temáticas do programa. Não tá numa boa fase, e nisso, apenas nisso, vem a calhar com o programa”, analisa Isaac. “Ele não se encontrou no Vídeo Show. Simples assim”, completa Lucas Andrade. Cinco votos.

Foram lembrados: Geraldo Luis (3); Britto Jr (2); Raul Gil (1); Luiz Bacci (1).

Pior apresentadora: Ana Furtado

Bicampeã na categoria, Ana Furtado agora é líder do MSP – Movimento dos Sem Programa. Enquanto não encontra um palco para chamar de seu, a senhora Boninho se especializa em ser estepe, cobrindo as férias de todos os apresentadores do núcleo comandado pelo maridão. Em 2014, Ana esbanjou sua ~simpatia~ tanto no sofá do Encontro com Fátima Bernardes quanto na plateia do Superstar. “Fica fácil sobreviver na TV sendo esposa de um dos diretores mais prestigiados do meio — apesar de sobreviver com formatos comprados. Ela força muito a barra, uma simpatia inexistente”, diz Endrigo. “E não é que o Boninho insiste em colocar sua esposa na programação da emissora? Essa tá em tudo quanto é programa, daqui a pouco vão querer colocá-la na bancada do Jornal Nacional no lugar da Patricia Poeta”, prevê Guto. Quatro votos.

Foram lembradas: Ana Hickmann (3); Patricia Abravanel (1); Pâmela Domingues (1); Eliana (1); Luciana Gimenez (1); Daniela Albuquerque (1).

Pior programa humorístico: “Zorra Total”

No ar há 15 anos, a atração se mantém no ar por pura inércia, pois não faz rir. Seu formato calcado em bordões e textos pobres e infantiloides soa pré-histórico. “Cada vez se é mais difícil fazer humor no Brasil, algo que prenda o público e faça realmente rir é uma difícil missão dos comediantes de hoje em dia. Destaco neste gênero de pior do ano o Zorra Total, porém minha crítica vai a todos os programas do gênero de forma geral”, afirma Alencar. “Repertório limitadíssimo; há muito que não renova nem mesmo seus personagens e bordões. E o que esperar da tal reformulação que se anuncia?”, indaga Lucas Martins. Dez votos e o grande campeão do Santa Clara 2014.

Foi lembrado: Encrenca (2).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

O locutor oficial da Globo segue imbatível no Troféu Santa Clara, vencendo na categoria desde a criação do mesmo, em 2008. Em ano de Copa, o “amor” por Galvão só faz crescer no coração e na alma do brasileiro. “Ele já explicou seu modo de narrar, justificou-se de mil maneiras, mas não adianta... Eu continuo a não ver sentido em reiterar duzentas vezes um comentário acerca de uma imagem que também se repete ad nauseam na tela – e olha que eu nem entendo muito de futebol...”, diz Lucas Martins. “Se ele é um vendedor de emoções, nesta Copa a voz dele chegou a pifar, a partir das oitavas no sofrido jogo contra o Chile e no vexame contra a Alemanha parecia que estava em um cortejo fúnebre”, explica Kleber.  “Puxa-saco do Neymar define”, resume Lucas Andrade. Nove votos.

Foram lembrados: Ulisses Costa (1); Alex Escobar (1).



Escrito por André San às 13h15
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Outros vencedores do Troféu Santa Clara 2014



Pior programa jornalístico: “Cidade Alerta”

O programa consagra Marcelo Rezende em definitivo, afinal, não é qualquer um que segura uma atração com tão pouco material por mais de três horas. Mas aí eu te pergunto: quem é que aguenta ficar três horas assistindo a isso? “O que considero de pior na televisão brasileira, sem dúvidas é o sensacionalismo barato para chamar a atenção do público, e obter audiência infiel. Ou seja, uma audiência por ‘prender’ telespectadores e não ‘conquistar’ os mesmos.Considero o sensacionalismo imoral e antiético para a televisão brasileira, portanto Cidade Alerta, sem dúvidas, é o que há de pior no gênero”, decreta Alencar. “Sensacionalista e baixo”, resume Fabio Dias. Cinco votos.

Foram lembrados: Balanço Geral (3); Domingo Espetacular (2); Tá na Tela da Band (1).

Pior programa infantil: “Bom Dia e Cia”

Fica a dúvida: Bom Dia e Cia venceu por que é mesmo o pior, ou seria por que é praticamente o único na categoria? Seja como for, o prêmio é merecido, já que seu formato batido e seus desenhos velhos já estão mais do que cansados. “Só existe o Bom Dia e Cia e TV Globinho. Ambos, um amontoado de desenho”, justifica Brunno, que votou também no infantil da Globo. “O mesmo formato, os mesmos desenhos de anos atrás, a mesma roleta, o periquito que sorteia mensagens de autoajuda. Definitivamente, o programa só é considerado bom por falta de algo melhor”, decreta Guto. Seis votos.

Foram lembrados: TV Globinho (3); Patrulha Salvadora (1); reprise de Carrossel (1); ausência de infantis (1).

Pior programa de variedades: “Programa da Tarde”

Se assistir TV à tarde já é um desafio e tanto, o Programa da Tarde segue sendo um ótimo motivo para manter o aparelho desligado nesta faixa horária. “Uma colcha de retalhos tal qual o Hoje em Dia com a presença dos piores apresentadores”, define Brunno. “Um mais do mesmo cheio de apelações e assuntos descartáveis, aqueles programas de baixo nível, sabe?!”, afirma Jurandir. “Pra você ver como anda péssimo o nível da programação vespertina na TV aberta. Me pergunto afinal pra que a Record gastou um caminhão de dinheiro para um programa que não acrescenta nada na TV?”, pergunta Kleber. Oito votos.

Foram lembrados: Vídeo Show (1); Mulheres (1); Hoje Em Dia (1).

Pior programa de auditório: “Domingo Show”

Os domingos da TV brasileira pareciam já ter superado essa fase de sensacionalismo barato e audiência a qualquer preço. Mas aí apareceu o Domingo Show para provar ao público que velhos e condenáveis hábitos da TV podem ressurgir das cinzas, tal qual a fênix da Helena. “Escolho esse pelo sensacionalismo e pelo ‘já já’ artifício de segurar audiência”, justifica Fabio Dias. “Pelas reportagens e entrevistas polêmicas que fizeram com que a TV ‘voltasse’ à década de 90, quando um show de horrores imperava nos domingos”, lembra Endrigo. Seis votos.

Foram lembrados: Tá na Tela da Band (1); Tudo Pela Audiência (1); Domingo Legal (1); Hora do Faro (1), Sábado Total (1).

Pior reality show: “Big Brother Brasil”

O mais tradicional programa do gênero no Brasil já dá claros sinais de cansaço. Ou alguém ainda aguenta os “u-hus!”, as festas cheias de cachaça e Pedro Bial filosofando? “Já deu o que tinha que dar, né? O ‘pai de direito’ dos realities necessita urgente de fôlego (por mim, poderia ser tranquilamente limado da grade, mas tomo aqui a posição dos fãs – fervorosos nas redes sociais –, patrocinadores, pessoal do comercial da Globo...)”, afirma Lucas Martins. “O BBB 14 enfrentou o desgaste máximo do formato. A décima quarta edição sinaliza que o programa não chama mais tanta a atenção do público. Durante a semana, ainda permaneceu com índices satisfatórios por conta do ‘efeito cascata’. Acrescido a isso, a falta de opções nas outras emissoras. Além disso, neste ano, o BBB14 atrapalhou Amores Roubados. O telespectador teve que aguentar os aspirantes à fama instantânea para acompanhar a interessante minissérie”, analisa Fabio Maksymczuk. Sete votos.

Foram lembrados: Festival Sertanejo (1); A Fazenda (1); Quem Quer Casar com Meu Filho? (1); Superstar (1); Além do Peso (1).

Pior série: “A Segunda Dama”, “Patrulha Salvadora” e “Vai que Cola”

A Segunda Dama foi mais uma série de riso fácil de Heloísa Périssé, que usou e abusou do clichê das gêmeas que trocam de lugar. “Overdose de Heloísa Perissé é pedir pra mudar de canal”, afirma Isaac. Já Patrulha Salvadora foi a tentativa do SBT de continuar colhendo os frutos de Carrossel, mas sem o brilho das aventuras da professora Helena. “Manter as crianças em trabalhos intensos e dar o rótulo para a emissora como infantil, mofo e enlatado, tornou Patrulha Salvadora a pior série do ano”, decreta Alencar. Enquanto isso, Vai que Cola levou o pior do humor popular da TV aberta para a TV paga. “Chega a impressionar como uma sitcom com um elenco até razoável consegue ser tão ruim (e figurar na grade da TV por assinatura)!”, exclama Lucas Martins. Dois votos cada.

Foram lembradas: Roommates – Colegas de Apartamento, quadro do The Noite (1); reprise de José do Egito (1); O Caçador (1).

Fiasco do ano: “Em Família”

O grande autor Manoel Carlos não poderia ter se despedido dos folhetins de maneira pior. Em Família foi uma obra sem brilho e sem emoção, bem distante dos novelões arrebatadores que Maneco ofereceu no passado. Saiu de cena com o pior desempenho da faixa das nove da história. “Diminuiu seis pontos de audiência no horário nobre da Globo. Uma novela em que pouca coisa chamou atenção”, analisa Fabio Dias. “Um tiro no pé. Triste, lamentável despedida do Maneco das novelas. E não me refiro a números de audiência”, explica Isaac. “Trama sem emoção e que não vai fazer falta, além de personagens sem carisma e de histórias totalmente descartáveis”, enfileira Jurandir. Seis votos.

Foram lembrados: Arena SBT (1); o excesso de oba oba e ufanismo durante a Copa por parte da Globo (1); Dado Dolabella (1); Vitória (1); Caso Encerrado (1); séries Breaking Bad, Spartacus e Once Upon a Time na Record (1).

Pior programa da televisão brasileira: “Domingo Show”

Popularesco toda vida, o novo dominical da Record dá espaço para o insuportável Geraldo Luis pintar e bordar, explorando o sensacionalismo e a desgraça alheia. “Apelativo, muitas vezes sensacionalista, com a tática de enrolação, o programa consegue se destacar sendo o pior”, analisa Alencar. “Uma pena o MJ não barrar uma bizarrice dessas”, finaliza Brunno. Três votos.

Foram lembrados: Você na TV (2); Tá na Tela da Band (1); TV Shopping Brasil (1); Muito Show (1); Brasil Urgente (1); Cidade Alerta (1); Teste de Fidelidade (1); Caso Encerrado (1).



Escrito por André San às 13h13
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Troféu Santa Clara 2014: menções honrosas



A edição de 2014 do Troféu Santa Clara foi marcada por uma disputa acirrada entre atores. Tanto na categoria “pior ator”, quanto na categoria “pior atriz”, foram muitos os nomes citados. Thiago Rodrigues, o William de Além do Horizonte, por exemplo, mereceu menções de Lucas Andrade e Endrigo Annyston. “O ator poderia ao menos se preocupar em tirar a barba, para ajudar na ‘composição’ de um trabalho seguinte. Inexpressivo, está sempre com a mesma cara, o que não ajuda”, disse o dono do Cena Aberta. “Eu ia votar no Vinícius Tardio, tamanho era o abismo entre ambos e a protagonista Juliana Paiva em Além do Horizonte. Mas considerando que o Thiago Rodrigues já está há um tempão fazendo novelas, sempre com aquela cara de tédio e até agora não saiu do primeiro semestre da Faculdade Cigano Igor de Interpretação, o voto é nele!”, decreta Lucas Andrade.

Enquanto isso, na categoria “pior humorístico”, o Zorra Total obteve uma vitória histórica! Foi o programa mais votado nesta edição do Santa Clara, com mais votos até do que do nosso “muso” Galvão Bueno. O único programa que conseguiu fazer frente ao humorístico global foi o tosco Encrenca, da RedeTV, lembrado por Fabio Maksymczuk e Isaac Santos. “A aura do Pânico na TV marca Encrenca, novo humorístico da RedeTV. Os takes dos câmeras são idênticos ao programa de Emilio Surita e companhia. O cenário em arena fortalece tal impressão. O humorístico surgiu como um Pânico sem as bundas das panicats”, compara Fabio. “Órfã das melhores fases do programa Pânico na TV, a Rede TV investiu equivocadamente, ou talvez apenas de modo prematuro, num programa medíocre e que ainda não disse a que veio”, justifica Isaac.

A categoria “pior programa de auditório” marca a volta de Geraldo Luis às “melhores” (ou seria “piores”?) marcas do Troféu Santa Clara. Basta lembrar que, na época do Geraldo Brasil, o animador sagrou-se o pior apresentador, e o programa que leva seu nome foi considerado o pior programa da televisão brasileira em 2009. Agora, o Domingo Show repetiu o feito, levando tanto a estatueta de pior programa, como a de pior programa de auditório. Mas o Domingo Legal, outra figurinha carimbada do Troféu, não foi esquecido. Para Guto Renosto, o programa de Celso Portiolli ainda é o pior programa de auditório. “É inexplicável o tamanho descaso da produção com o programa. O que tem na cabeça deles em achar que compensa sustentar um programa com quadros ridículos como o ‘Afunda ou Boia’, afirmou.

Em “pior reality show”, o Big Brother Brasil foi a bola da vez em 2014, enquanto A Fazenda, campeã no ano passado, mereceu este ano apenas um voto, de Brunno Luiz. Mas outros títulos também figuraram na categoria. Fabio Dias, por exemplo, deu seu voto ao mais novo programa do gênero no país, o musical Superstar. “Quem esperava algo do  nível The Voice se frustrou. Superstar deixou a desejar e só conseguiu um pouco de repercussão na reta final”, disse.

Já “fiasco do ano”, como acontece todos os anos, mereceu os votos mais curiosos. Kleber Nunes, por exemplo, reclamou do tratamento dispensado à Copa do Mundo por parte da Globo. “O excesso de oba oba e ufanismo durante a Copa por parte da Globo e quando Neymar foi atingido pelo joelho do Zúñiga e ficou de fora da Copa o clima mudou, e depois do 7 x 1 o clima foi de velório e a cobertura esfriou de vez”, disse. Já Brunno Luiz lembrou do quiproquó envolvendo o ator Dado Dolabella na novela Vitória, que culminou com a demissão do ator e a morte de seu personagem. Assim, apontou o ator como o fiasco do ano. “HAHAHAHA! Precisa comentar? Aquele cara metido a ator é uma piada. Acho que depois desse chega pra lá ele muda os conceitos”, justificou.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 13h11
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Sobre o Troféu Santa Clara



O Troféu Santa Clara é um prêmio fictício criado pela Folha de S. Paulo no ano de 1997. Na ocasião, o jornal reunia seus jornalistas especializados em TV num júri, que votava nos piores daquele ano na TV. Os vencedores eram revelados no extinto caderno TV Folha e, posteriormente, na Folha Online (atual Folha.com), sempre na semana do dia de Santa Clara, padroeira da TV. A última edição foi realizada em 2004. Em 2008, o TELE-VISÃO resgatou a ideia, montando um júri de blogueiros convidados especializados em TV, para dar continuidade a essa divertida maneira de se apontar as falhas da nossa televisão.

O “prêmio” leva o nome de Santa Clara porque a santa é considerada a “padroeira da TV”. Clara Favarone foi uma religiosa que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193. Canonizada em 1255, em 1958 ela foi declarada “padroeira celeste da TV”, pelo papa Pio 12. Assim, o dia 11 de agosto é considerado o dia da televisão.

Confira as edições anteriores do Troféu Santa Clara!

2013:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2013-08-04_2013-08-10.html

2012:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2012-08-05_2012-08-11.html

2011:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2011-08-07_2011-08-13.html

2010:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2010-08-08_2010-08-14.html

2009:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2009-08-09_2009-08-15.html

2008:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2008-08-10_2008-08-16.html



Escrito por André San às 13h10
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Pelo segundo ano consecutivo, "Criança Esperança" ganha cores de "Teleton"



Amanhã, 16, é dia de Criança Esperança, tradicional campanha da Rede Globo em parceria com a Unesco que arrecada fundos para diversas instituições que atendem crianças e adolescentes em todo o país. Trata-se da 29ª edição da campanha, que, de vez em quando, busca se reinventar. Antes um show previsível que mesclava música e artistas da Globo lendo mensagens piegas no TP, hoje a marca atravessa a grade de programação para chamar os espectadores a doar.

No ano passado, a emissora inaugurou o chamado “dia da esperança”. Numa programação toda ao vivo, o canal dedicou um sábado inteiro ao Criança Esperança. Os programas Bom Dia Brasil, Mais Você, Bem Estar e Encontro com Fátima Bernardes ganharam uma edição extra no sábado, tudo ao vivo e dedicado à campanha. À tarde, o Estrelas também abordou o Criança Esperança, e o extinto TV Xuxa e o Caldeirão do Huck foram exibidos ao vivo, e também com ênfase à atração beneficente. Todos estes programas foram “costurados” pelo “mesão da esperança”, com flashs ao vivo de um estúdio no qual artistas da Globo se revezavam atendendo aos telefonemas dos doadores. Depois da novela foi ao ar o tradicional show, porém bem mais enxuto, e com a apresentação de Fernanda Lima e Lázaro Ramos.

E não é a primeira vez que o Criança Esperança experimenta novidades no formato. Alguns anos atrás, a campanha se desdobrou em duas partes: o tradicional show de sábado, e um segmento nas tardes de domingo, sob o comando de Luciano Huck, Angélica e Ana Maria Braga. Este programa teve algumas edições, mas acabou extinto. E, tanto o show de domingo quanto o atual “dia da esperança” serviram para fazer o público lembrar e comparar a campanha da Globo com o Teleton, do SBT.

No Teleton, a emissora de Silvio Santos promove uma maratona com mais de 24 horas de programação ao vivo, dedicando toda a grade às ações e doações para a AACD. Também há muita música, flashs dos telefonistas (entre os quais, vários famosos), entre outras semelhanças. Sendo assim, o “novo” Criança Esperança, ao promover o “dia da esperança”, deixa claro que se inspirou na campanha da concorrência para se reinventar. E quer saber? Foi uma ótima inspiração. Afinal, o Criança Esperança aos moldes do que era anteriormente, era chato toda vida. Além disso, a atração praticamente não divulgava o que era feito do dinheiro arrecadado. O novo formato consegue fazer isso, por meio de matérias realizadas nas mais diversas entidades beneficiadas pelo Criança Esperança, que são exibidas nos programas ao vivo do “dia da esperança”. Assim, faz uma necessária prestação de contas ao espectador doador.

Criança Esperança, portanto, é a pauta de todos os programas da Globo amanhã, no “dia da esperança”. Os programas Como Será?, Bom Dia Brasil, Mais Você, Bem Estar, Encontro, Estrelas e Caldeirão do Huck abordam os projetos sociais da campanha e chamarão o público a realizar suas doações. Após Império, será exibido o tradicional Show da Esperança. Para doar ao Criança Esperança, os telefones são: 0500 2014 007 (7 reais), 0500 2014 020 (20 reais) e 0500 2014 040 (40 reais).



Escrito por André San às 18h13
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É amanhã!



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Escrito por André San às 18h11
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Record faz pesquisa para descobrir o óbvio de "Vitória"



A novela Vitória deveria fazer jus ao nome. Era a esperança da Record para, finalmente, tirar sua teledramaturgia do buraco e voltar aos áureos tempos em que incomodava a concorrência com suas novelas, como Prova de Amor, Vidas Opostas ou Caminhos do Coração. Mas a trama de Christianne Fridman ainda não disse a que veio e apresenta desempenho ainda pior que Pecado Mortal, trama que a antecedeu e que também foi considerada um fracasso.

Assim, segundo o site Notícias da TV, o canal realizou uma pesquisa com um grupo de espectadores para buscar identificar os motivos que fazem de Vitória um insucesso. E a pesquisa definiu dois pontos óbvios: a audiência rejeita as cenas de violência protagonizadas pelos personagens neonazistas da trama; e a mesma audiência preferia que a novela fosse exibida num horário alternativo, e não batendo de frente com a novela das nove da Globo, Império.

O segundo ponto é uma obviedade que, ao que parece, só ainda não está claro para os programadores da Record. Pior que isso, só a percepção de que a própria Record já colheu resultados interessantes no passado quando buscou ser uma alternativa à Globo. Seu primeiro sucesso na retomada da teledramaturgia foi A Escrava Isaura, exibida há exatos dez anos, e que era exibida na faixa das 18h45. Aos poucos, a trama foi sendo jogada para mais tarde e acabou consolidando a faixa das 19 horas. Aproveitando-se de uma faixa problemática para a Globo, a Record avançou ali, sobretudo quando Prova de Amor bateu de frente com Bang Bang e conseguiu índices expressivos de audiência.

Quando não apostou na faixa das 19 horas, a emissora apostou na faixa das 22 horas, inaugurada com a reta final de Cidadão Brasileiro (que estreou às 20h30). Vidas Opostas, sua sucessora, explodiu neste horário, que, por ser mais avançado, permitia a exibição de tramas mais ousadas, com temas mais adultos. Vidas Opostas era folhetim clássico, calcada num romance entre um mocinho rico e uma mocinha pobre, mas tal romance estava inserido em meio à violência do tráfico de drogas. Sua substituta, Caminhos do Coração, apostou na fantasia, e também se deu bem. Sua primeira temporada foi um fenômeno.

Tudo bem que, após Vidas em Jogo, nenhuma novela das 22h conseguiu ultrapassar a marca de dois dígitos na audiência. Mas o canal mandou mal ao apostar na faixa das 21 horas, justamente no horário da novela da Globo. A Record não avançou nem mesmo com o “fracasso” de Em Família. Ou seja, insistir ali é um erro, e pronto. Se a emissora não tem mais interesse em sua novela das 22 horas, poderia tentar voltar a apostar na faixa das 19 horas. Porém, no caso de Vitória, a pesquisa apontou rejeição ao núcleo neonazista, ou seja, a temática da trama também não está agradando. E volto a afirmar: o maior problema de Vitória é querer “abraçar” tantos temas numa única história, fazendo da trama um rocambole de assuntos de difícil digestão. A novela não é ruim, mas trata de tantos temas pesados ao mesmo tempo, que fica difícil se encantar por ela. É uma trama dura, seca.  



Escrito por André San às 18h24
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Neste sábado...



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Escrito por André San às 18h23
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