Troféu Santa Clara 2015: os piores da TV



Na última terça-feira, 11 de agosto, foi o dia de Santa Clara, padroeira da TV. Por isso, este dia é considerado o Dia da Televisão. Para marcar a passagem da data, pelo oitavo ano consecutivo, o TELE-VISÃO promove o Troféu Santa Clara, que elege o pior da televisão em 16 categorias. Quem escolhe os “campeões” são os blogueiros que escrevem sobre TV, que se reúnem num júri para selecionar quem merece levar a estatueta pra casa. O júri deste ano é composto por: Augusto Vale (O Novelão), Brunno Luiz (Tô Ligado!), Duh Secco (Vivo no Viva), Endrigo Annyston (Cena Aberta), Fabio Garcia (TV pra VC), Fabio Maksymczuk (Fabio TV), Guilherme Beraldo (Portal 4), Guto Davis Renosto (TV Sem TV), Henrique Brinco (Por Trás da Mídia), Jefferson Balbino (No Mundo dos Famosos), Jurandir Dalcin (Jurandir Dalcin Comenta), Kleber Nunes (Blog de Knunes), Lucas Andrade (Cascudeando), Neuber Fischer (Observatório da Televisão), Paulo Cavalcante (Café de Ideias) e André San (TELE-VISÃO). Confira abaixo os “premiados”:

Pior novela: “Babilônia”

Como não poderia deixar de ser, a trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga foi o alvo da grande maioria dos votos do júri. Também pudera! Se a espinha dorsal da trama revelou-se frágil passados alguns capítulos, as mudanças para tentar estancar a fuga do público só fez Babilônia piorar! “Babilônia não foi ruim pelo inúmeros fatores que, segundo a imprensa, causaram as mudanças na novela. Foi ruim porque sua história era inconsistente. Não se sustentou na primeira semana; imagina se sustentaria meses a fio? As mudanças tornaram ainda pior o que já era ruim, apenas”, aponta Duh. “Se tivessem mantido a sinopse original, poderia até ter uma média de audiência ruim, mas certamente não teria um resultado tão desastroso”, acredita Henrique. “É até injusto com os outros concorrentes”, disse Fabio Garcia, ao justificar seu voto. 13 votos.

Foram lembradas: Império (1 voto); Mil e uma Noites (1 voto); Os Dez Mandamentos (1 voto).

Pior ator: Gabriel Braga Nunes e Henri Castelli

Gabriel Braga Nunes acaba de atingir feito inédito no Troféu Santa Clara: sagrou-se vencedor na categoria por dois anos consecutivos! Se era difícil aguentar Laerte e sua flauta em Em Família, pior ainda é vê-lo tentando ser cômico como o Luís Fernando na nau sem rumo de Babilônia. “Saiu de um personagem péssimo para outro tão ruim quanto. Sua atuação parecia preguiçosa. Não demonstrou entusiasmo com o Luís Fernando em nenhum momento. Acho que precisa de um tempinho para se reciclar. Não é um mau ator, mas vem de uma sequência de trabalho extenuante”, analisa Duh. Mas Gabriel não está sozinho: vai dividir o Troféu com Henri Castelli, o Gabo de I Love Paraisópolis. “Henri Castelli adota uma postura canastrona ao interpretar Gabo, o vilão de I Love Paraisópolis. Atuação totalmente estereotipada e superficial. Não convence”, decreta Fabio Maksymczuk. 3 votos cada.

Foram lembrados: Alexandre Borges (1), Caio Castro (2), Sérgio Marone (1), Sérgio Guizé (1), Rômulo Neto (1), Felipe Folgosi (1), Marcos Palmeira (1), Thiago Fragoso (1).

Pior atriz: Camila Pitanga

Dona de bons papéis na telinha, Camila Pitanga não convenceu como a mocinha Regina, de Babilônia. Fazendo a linha “jovem batalhadora de 'coração bão' que vai todos os dias ao bosque recolher lenha” (copiei essa do Fabio Garcia), a personagem acabou caindo no estereótipo da favelada barraqueira e provocou ódio, ao invés de torcida. “Sem graça e deslocada dentro da trama, Regina se tornou chata, não combinou com nenhum dos mocinhos propostos para formar casal com ela. No fim é mais uma peça dispensável na história”, afirma Neuber. “Por mais que a atriz tenha como fazer ótimos papéis, o texto impresso na Regina acaba por comprometer o desempenho da atriz”, diz Lucas. 4 votos.

Foram lembradas: Adriana Birolli (2), Tatá Werneck (2), Letícia Birkheuer (1), Danielle Winits (1), Letícia Spiller (1), Nanda Ziegler (1), Alessandra Ambrósio (1), Silvia Pfeifer (1).

Pior apresentador: Luiz Bacci

Não dá pra negar que o rapaz é um furacão! No último ano, fez a proeza de ser contratado a peso de ouro pela Band, onde apresentou o flop Tá na Tela, e voltou com o rabo entre as pernas para a Record, onde conseguiu derrubar vários jornais locais para que seu Balanço Geral Manhã fosse exibido nacionalmente. Não satisfeito, ensaia virar uma espécie de Ana Furtado da Record: já cobriu folgas de Geraldo Luís e Gugu Liberato. “O cara voltou pra Record ganhando menos e quer dar uma de apresentador. Como se não bastasse, a emissora faz de tudo pra promover o tal 'menino de ouro' em breve a apresentador de programa de auditório”, diz Kleber. “Sensacionalista, sem carisma e tenho um pouco de medo do sorriso dele”, revela Fabio Garcia. 4 votos.

Foram lembrados: Geraldo Luís (1), Rodrigo Faro (1), Britto Jr (2), Wellington Muniz, o Ceará (1), Otaviano Costa (1), João Kleber (2), Ratinho (1), Fausto Silva (2), Marcelo Rezende (1).

Pior apresentadora: Ana Furtado

Ana é tri! Pelo terceiro ano consecutivo, a senhora Boninho leva para casa mais uma bela estatueta de pior apresentadora, graças à cara de paisagem que ostenta à frente do Encontro ou de qualquer outro programa da Globo que esteja precisando de uma substituta. E ela promete seguir causando no Santa Clara, já que, finalmente, encontrou um novo palco para chamar de seu, o É de Casa. “Dentre suas aparições nos programas matinais como substituta na apresentação e no mais recente É de Casa, Ana Furtado mostrou o quanto não evoluiu e não funciona como apresentadora. Embora tenha o timing e a segurança para apresentar um programa, falta-lhe carisma, uma qualidade necessária para conquistar o público que lhe dá audiência. Ana Furtado demonstra querer aparecer mais que os convidados e as pautas que estão em discussão nos programas, tornando-se completamente arrogante à vista do espectador”, analisa Paulo. “Parece que ela quer sempre ser o centro das atenções”, concorda Guto. 5 votos.

Foram lembradas: Ticiane Pinheiro (2), Ana Hickmann (4), Sonia Abrão (1), Daniela Albuquerque (2), Fabíola Gradelha (1), Mariana Leão (1), Eliana (1), Rebeca Abravanel (1).

Pior programa humorístico: “Tomara que Caia”

“É game ou programa de humor?”, perguntavam as chamadas do Tomara que Caia. Ao que tudo indica, nem uma coisa e nem outra, já que a atração não diverte, e muito menos faz rir. De piada mesmo, só o nome da atração: uma piada pronta. “A ideia pareceu bem legal, mas no ar, é totalmente desastroso. O elenco parece perdido e despreparado. Apesar da aposta, sempre é bom trazer coisas novas, o programa é chato e não faz rir. Para mim, um dos piores projetos da emissora nesse ano!”, decreta Jurandir. “O título é bem sugestivo e o público acatou a ideia. O programa é ruim e, por isso, a audiência caiu”, brincou Endrigo. “Não achei graça no formato e proposta”, afirma Guilherme. 9 votos.

Foram lembrados: Acredita na Peruca (2), Encrenca (1), Chapa Quente (2), Vai que Cola (1), Zorra (2).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

Figura histórica do Troféu Santa Clara, Galvão Bueno segue intacto na competição e leva mais uma estatueta pra casa. Haaaaaja coração, amigo! Já pode pedir uma porção de coletâneas no Fantástico! “Sempre será chato, sempre conversará coisas inúteis ao invés de narrar!”, exclama Jefferson. “Não existe alguém pior do que ele”, acredita Guilherme. “Deveria ter se aposentado na Copa de 2014, como havia prometido. Não dá, gente!”, dispara Henrique. 10 votos.

Foram lembrados: José Luiz Datena (1), Marcelo do Ó (1).



Escrito por André San às 15h03
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Outros vencedores do Troféu Santa Clara 2015



Pior programa jornalístico: “Cidade Alerta”

A atração de Marcelo Rezende ocupa mais de três longas horas na grade diária da televisão. Talvez para livrar o espectador do tédio, tratou de fazer uma gracinha aqui e ali, entre a narração de um crime e outro, inaugurando o novo gênero “sangue com humor”. Não satisfeitos, enfiaram até fofoca dentro do Cidade Alerta. Logo logo surge um papagaio de espuma e um quadro de receitas, vai vendo! “Como todos os outros programas do gênero, o Cidade Alerta é oportunista, sensacionalista e demagogo. Marcelo Rezende passa horas bradando contra a violência e a incompetência do Estado, mas acaba prestando um belo desserviço social, uma total falta de compromisso com a cidadania”, sentencia Augusto. “Explora demais a desgraça alheia juntando sensacionalismo e indignação como se fosse autoridade”, afirma Kleber. “Jornalismo ou humorístico?”, pergunta Lucas. 8 votos.

Foram lembrados: Domingo Espetacular (2), Domingo Show (1), Gugu (1), Jornal do SBT (1), Jornal da Globo (2), Brasil Urgente (1).

Pior programa infantil: “TV Globinho”

O já tradicional programa infantil da Globo encontrou seu fim no último final de semana, quando se viu substituído pelo É de Casa. Assim, a emissora que já exibiu clássicos, como Sítio do Picapau Amarelo, Balão Mágico, Xou da Xuxa, TV Colosso e Caça Talentos, abandona de vez a exibição de programas infantis. “Limada da programação da Globo, a TV Globinho acabou respirando em seus últimos meses de vida como um programa semanal, aos sábados, e exibindo apenas filmes. Pecou ao deixar de lado as animações e os seriados infanto-juvenis que tanto estávamos acostumados a ver”, lamenta Paulo. “[Voto na] TV Globinho, unicamente por ter saído do ar como a sombra do que já foi. Apesar da boa audiência aos sábados, não era mais um programa infantil e sim uma sessão de filmes”, aponta Endrigo. 6 votos.

Foram lembrados: Teleco e Teco – TV Kids (2), Bom Dia e Cia (1), reprise precoce de Carrossel (1), “nenhum e/ou ausência de infantis” (3).

Pior programa de variedades: “Programa da Tarde

Mais uma atração “finada” a ter como último suspiro a consagração no Troféu Santa Clara. Apesar de exibir quadros como Patrulha do Consumidor e Além do Peso, o que ficou do programa de Britto Jr e Ticiane Pinheiro foi o eco com a voz do Mauricio Mattar, bradando: “alguém aí assiste Dona Xepa?”. “[Voto] Pelo conjunto da obra. Mas, principalmente, pela forma como saiu do ar, em meio às indiretas de Britto Jr. para a emissora. E o descaso da emissora com o programa, que até tinha uma boa premissa, mas não foi desenvolvido como deveria, não recebeu a atenção que demandava”, acredita Duh. “Atração mal idealizada. Pouco atraente. De uns tempos para cá, o vespertino apostou em dois pilares que já corroeram há muito tempo. O quadro Patrulha do Consumidor com Celso Russomanno visa basicamente a promoção da imagem do político do PRB. Já o reality Além do Peso emendou uma temporada à outra. Mesmos dilemas. Mesmos artifícios de suspense. Cansou. Programa com ciclo devidamente encerrado”, decreta Fabio Maksymczuk. “Era tão ruim que a própria emissora retirou de sua programação”, resume Jefferson. 8 votos.

Foram lembrados: A Tarde É Sua (4), Hoje Em Dia (3), Domingo Show (1). 



Escrito por André San às 15h01
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Mais vencedores do Troféu Santa Clara 2015



Pior programa de auditório: “Domingo Show”

O dominical da Record é o exemplo máximo dos programas “frankensteins”, cuja embalagem é de um típico programa de auditório, mas responde ao jornalismo do canal. Aí fica aquela coisa: sensacionalismo trajado de jornalismo, apelação trajada de entretenimento. Na prática, é a boa e velha mistura de nada com coisa alguma. “É um programa de péssimo gosto, patético, sensacionalista, apelativo, explorador de desgraças alheias... Eu poderia dizer uma centena de adjetivos negativos e ainda assim seria pouco para qualificar essa coisa”, diz Augusto. “Sensacionalismo no fim de semana... Passo longe!”, avisa Lucas. 6 votos.

Foram lembrados: Gugu (4), A Grande Farsa (1), Encrenca (1), Programa da Sabrina (1), Programa Silvio Santos (1), Domingo Legal (1).

Pior reality show: “The Bachelor – Em Busca do Grande Amor” e “Big Brother Brasil”

Um “novato” e um “veterano” dividem o Troféu Santa Clara de pior reality. Enquanto a atração da RedeTV passou em brancas nuvens, o programa da Globo está cada vez mais previsível e chato. Guto foi um dos que escolheu The Bachelor: “justamente por prometer algo requintado e chique quando mostrou bem o oposto disso”, explicou. Fabio Maksymczuk concorda com ele: “a RedeTV ‘vulgarizou’ o reality show. Nos ‘capítulos’ da epopeia de Gianluca Perino, um certo ar de ‘soft porn’ tomou conta da proposta”, observou. Já Jurandir votou no programa apresentado por Pedro Bial: “acho que já deu. Passou. O reality já não empolga mais. Nas últimas edições, a qualidade caiu consideravelmente. Participantes apelativos e nada atrativos. Não perco mais meu tempo!”, exclamou. 4 votos cada.

Foram lembrados: Além do Peso (1), Medida Certa (1), A Fazenda (2), SuperStar (3).

Pior série: “Chapa Quente”

Para substituir A Grande Família, alguém lá na Globo deve ter pensado que seria uma boa ideia apostar numa série que reuniria Ingrid Guimarães e Leandro Hassum, dois campeões de bilheteria do cinema nacional. Mas se esqueceram que, sem um bom texto, ator nenhum faz milagre. “Com roteiro comum, texto nada divertido e atuações pouco convincentes, o programa é um fiasco em audiência e repercussão na mídia. Nem mesmo a presença de Leandro Hassum e Ingrid Guimarães consegue salvar a atração que é um fracasso de público e crítica”, afirma Neuber. “Não sei... mas não me desceu. Bem sem graça”, resume Brunno. 12 votos.

Foram lembrados: #PartiuShopping (1), Tapas & Beijos (1), Luz Câmera 50 Anos (1).

Fiasco do ano: “Babilônia”

Não basta ser a pior novela, ainda precisa ser eleita o Fiasco do Ano. Assim, Babilônia entra para os anais da história da TV, como uma das piores novelas de todos os tempos. “A Globo tinha uma ótima sinopse na mão e por falta de visão estragou o principal produto da TV brasileira. Glória Pires tinha uma das melhores personagens já escritas pra ela, porém virou coadjuvante. Uma pena”, aponta Brunno. “Com a obrigação de modificar a narrativa por ordem da própria emissora, Babilônia se viu numa saia justa – na tentativa de agradar ao público e a emissora, a proposta do autor acabou ficando perdida e a trama demorou a engrenar”, afirma Paulo. 7 votos.

Foram lembrados: Tomara que Caia (5), corte do Agora É Tarde na programação da Band (1), reformulação do Hoje Em Dia (1), show dos 50 anos da Globo (1), novelas da tarde da Record (1).

Pior programa da televisão brasileira: “Você na TV” e “Domingo Show”

Enquanto João Kleber segue tratando o espectador como idiota, comandando um programa repleto de revelações de segredos fakes, Geraldo Luís segue na firme proposta de resgatar tudo o de ruim que a programação de domingo já proporcionou ao público na década de 1990. “De tão ridículo, chega a ser cômico. Mesmo levando histórias estapafúrdias ao ar, o programa nem sequer eleva a audiência da emissora”, diz Henrique, sobre o Você na TV. Augusto concorda: “o programa das ~revelações bombásticas que param o Brasil~ é a coisa mais tosca ft. vexatória que a TV tem nos oferecido. Mas, justiça seja feita, é impressionante a criatividade dos redatores que criam os ‘segredos’”, afirma. Já Brunno votou no dominical da Record: “Geraldo Luís + sensacionalismo barato. Difícil conseguir assistir”, afirma. “Isso é uma afronta à televisão!”, finaliza Fabio Garcia. 3 votos cada.

Foram lembrados: Tá na Tela (1), transmissões de UFC (1), SPA TV Fantasia (1), Fala que Eu Te Escuto (1), A Tarde É Sua (1), Balanço Geral (1), Tomara que Caia (1), Cidade Alerta (1). 



Escrito por André San às 14h59
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Troféu Santa Clara 2015: menções honrosas



A edição 2015 do Troféu Santa Clara foi marcado por diversas categorias em que o vencedor foi quase unanimidade, como pior novela (para Babilônia, claro!), programa de variedades (por onde anda o Programa da Tarde? Um beijo, Programa da Tarde!), e, claro, o Galvão Bueno, que está prestes a virar hor concour e se tornar o mascote oficial do Troféu. Vaaaamos aplaudir!

Por outro lado, em várias categorias houve uma certa divisão de opiniões. A escolha de pior ator e pior atriz, por exemplo, levantou uma grande quantidade de candidatos. Endrigo, por exemplo, votou em Sérgio Marone, o Ransés de Os Dez Mandamentos, da Record. “Ele tem um grande personagem em mãos e na maioria das cenas aparece apenas vomitando o texto. Não faz o menor esforço e não é possível notar evolução em sua atuação desde o início da carreira”, analisou ele. Aliás, Endrigo foi buscar nos bancos dos humorísticos do Multishow a sua pior atriz: Danielle Winits, a Rissole do chatérrimo #PartiuShopping. “Apesar dos anos de carreira, Danielle não se dedica ao ofício e tem sempre atuação mediana. Na sitcom de Tom Cavalcante, ela estava repetindo a Tatiana de Uga Uga”, comparou.

Aliás, os novos programas de humor do Multishow tiveram presença cativa na votação, lembrados por vários jurados. Fabio Garcia resumiu bem estas atrações, ao escolher Vai que Cola o pior humorístico: “além de ser de gosto duvidoso, vem promovendo a ‘vaiquecolização’ dos programas do Multishow e deixando tudo igual... e sem graça”, decretou. Muitos concordaram com Fabio, por isso programas como #PartiuShopping e Acredita na Peruca foram lembrados. Este último, aliás, mereceu o meu voto, afinal, Luiz Fernando Guimarães, excelente comediante, pagou um micão ao protagonizar esta série sem um pingo de graça. Guilherme Beraldo concordou comigo: “apesar do elenco forte, Acredita na Peruca pecava pelo roteiro fraco e sem conteúdo”, disse.

Outra categoria que dividiu opiniões foi a de pior programa de auditório. “Veteranos” da categoria disputaram o título a tapa com “novatos”, como Programa da Sabrina, voto de Fabio Maksymczuk, e Gugu, escolha de Duh, Guto, Kleber e Brunno. “De todos os defeitos desse programa o pior deles é a enrolação. Ficar enrolando e empurrando para o final, em meio à breaks desnecessários, momentos que nem merecem tanto ‘auê’. É horrível e acaba com a paciência de qualquer um”, disse Guto, sobre a atração de Gugu Liberato. Kleber concorda: “pra que ele foi voltar? Seu programa até que começou bem, mas insistiu no erro de apostar em matérias sensacionalistas e quadros sem graça. Deveria ter ficado quieto mesmo”, crê.

Ainda nesta categoria, Jefferson surpreendeu ao escolher o Programa Silvio Santos. “Sei que muitos vão querer me matar, mas acho péssimo e de um mau gosto impressionante o Programa Silvio Santos. Gostava quando o maior apresentador que esse país já conheceu apresentava o Show do Milhão e o Qual é a Música?, esse último foi durante muito tempo apresentado dentro do Programa Silvio Santos e era uma delícia ver”, lembra.

Quem também surpreendeu foi Duh Secco, que fez um voto “combo”: apontou Gugu e Domingo Show tanto nas categorias de pior programa de auditório quanto na categoria de pior jornalístico. O que faz todo o sentido, se lembrarmos que as duas atrações são de responsabilidade do departamento de jornalismo da Record. “Dois programas do auditório sob o guarda-chuva do jornalismo. Um pior que o outro! Gugu até se safa pelo prestígio, hoje já abalado, do apresentador. Mas Domingo Show é um desacerto total (principalmente pela figura de Geraldo Luís). Recorre no erro que citei em outras categorias: o sensacionalismo, o “forçada de barra” nas matérias, o abuso de subcelebridades...”, explicou.

A mudança no Hoje Em Dia também foi lembrada pelos jurados. Enquanto Guilherme Beraldo elegeu a mudança de apresentadores do matinal da Record o “fiasco do ano”, Jurandir acha que a atração de César Filho, Ana Hickmann, Ticiane Pinheiro e Renata Alves é o pior programa de variedades da TV brasileira. “Um programa que já foi tão bom, se tornar uma coisa tão chata, é triste. E foi isso que aconteceu com o Hoje Em Dia, que está cada vez mais sem assunto e desinteressante. As pautas não são atrativas. Os apresentadores deixam a desejar”, disse.

Também merece menção a categoria de pior infantil, já que as opções são cada vez mais escassas. Lucas mesmo não esconde que só votou no Bom Dia e Cia porque era praticamente o único. Vários outros optaram por não votar, por não considerarem os pouquíssimos que estão no ar como ruins. O vencedor, TV Globinho, acaba de ser extinto. Mas houve quem lembrou de atrações mais obscuras, como o As Aventuras de Teleco e Teco, também chamado de TV Kids, que a RedeTV exibiu há pouco tempo em suas manhãs. O pavoroso programa foi lembrado por mim e por Fabio Maksymczuk. “A RedeTV apostou em um programa que não conseguiu escapar das comparações com Patati e Patatá. Os dois palhaços Teleco e Teco ficaram com a imagem de clones ou ‘cópias paraguaias’”, explicou o dono do Fabio TV.



Escrito por André San às 14h55
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Sobre o Troféu Santa Clara



O Troféu Santa Clara é um prêmio fictício criado pela Folha de S. Paulo no ano de 1997. Na ocasião, o jornal reunia seus jornalistas especializados em TV num júri, que votava nos piores daquele ano na TV. Os vencedores eram revelados no extinto caderno TV Folha e, posteriormente, na Folha Online (atual Folha.com), sempre na semana do dia de Santa Clara, padroeira da TV. A última edição foi realizada em 2004. Em 2008, o TELE-VISÃO resgatou a ideia, montando um júri de blogueiros convidados especializados em TV, para dar continuidade a essa divertida maneira de se apontar as falhas da nossa televisão.

O “prêmio” leva o nome de Santa Clara porque a santa é considerada a “padroeira da TV”. Clara Favarone foi uma religiosa que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193. Canonizada em 1255, em 1958 ela foi declarada “padroeira celeste da TV”, pelo papa Pio 12. Assim, o dia 11 de agosto é considerado o dia da televisão.

Confira as edições anteriores do Troféu Santa Clara!

2014:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2014-08-10_2014-08-16.html

2013:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2013-08-04_2013-08-10.html   

2012:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2012-08-05_2012-08-11.html  

2011:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2011-08-07_2011-08-13.html  

2010:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2010-08-08_2010-08-14.html  

2009:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2009-08-09_2009-08-15.html  

2008:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2008-08-10_2008-08-16.html



Escrito por André San às 14h53
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Com "A Dona", SBT terá duas novelas inéditas à tarde



O SBT já pode deixar um pouco de lado a alcunha de “canal Viva da TV aberta”. Sua tarde, até agora praticamente toda tomada por reprises de novelas, ganhará uma nova novela inédita a partir da próxima segunda-feira, dia 17. A Dona entra em cena para substituir o enésimo repeteco de A Usurpadora. E a escolha da nova produção seguiu bem os critérios do SBT, já que a ideia é manter no ar Gabriela Spanic e Fernando Colunga, protagonistas da deliciosa saga das gêmeas.

Em A Dona, Gabriela seguirá fazendo vilanias. Sai Paola Bracho e entra a invejosa Ivana (Gabriela Spanic), que será rival da prima Valentina (Lucero), a mocinha. As duas vivem com uma tia em uma mansão deixada pelos pais de Valentina. Disposta a conseguir o que quer e por sentir muita inveja da prima, Ivana se envolverá com o noivo de Valentina - que quer se casar com ela apenas interessado em sua fortuna. Alonso (David Zepeta) faz Ivana acreditar que os dois fugirão juntos para fora do país, mas ele nunca chega ao aeroporto e muito menos ao altar onde Valentina o espera. Desiludida, a personagem principal se torna uma mulher fria e amargurada que se isola de todos ao ir morar na fazenda Los Cascabeles. Chegando lá, ela conhece seu vizinho José Miguel (Fernando Colunga), por quem se apaixona.

A Dona (Soy Tu Dueña, no original) traz uma história conhecida do público do SBT, já que é um remake de La Dueña que, por sua vez, teve uma versão nacional produzida pela emissora em 2001, que ganhou o título de Amor e Ódio. Protagonizada por Suzy Rego e Daniel Boaventura, a trama foi a segunda novela produzida pelo canal a partir da grande parceria entre SBT e Televisa, que culminou com a produção de diversas tramas, além da exibição de outras tantas dubladas. Desta leva de produção, praticamente todas as novelas já foram reexibidas pela tarde no SBT, várias delas por mais de uma vez. Mas, curiosamente, Amor e Ódio foi uma das poucas a não ganhar uma reapresentação. Além dela, apenas Os Ricos Também Choram Seus Olhos foram exibidas somente uma única vez.

Já a versão que será exibida pelo SBT com o título de A Dona vem sendo esperada pelos fãs de novelas mexicanas há tempos, já que reúne os atores principais de A Usurpadora. Depois que rompeu o contrato de exclusividade com a Televisa e passou a exibir tramas dubladas esporadicamente, saíram diversas notícias de que o SBT tinha, sim, os direitos de exibição de A Dona, mas optou por deixar a obra engavetada. Falou-se também que a novela poderia ser exibida pela CNT, numa época em que a apática emissora voltou a exibir folhetins dublados. Mas isso não aconteceu. Mas, depois de tanto disse-me-disse, e com o SBT e Televisa próximos novamente, finalmente A Dona será exibida no Brasil, para a alegria dos fãs do casal Gabriela Spanic e Fernando Colunga.

O SBT mandou bem ao optar por uma novela inédita para suceder A Usurpadora. Afinal, ninguém merece tanto repeteco à tarde. As três faixas de novelas da tarde, que até já foram quatro, acabam por entrar num looping, já que a emissora costuma repetir sempre as mesmas novelas de tempos em tempos. Além disso, o público do horário responde bem às produções dubladas inéditas, afinal, Coração Indomável (por sinal, um remake de Marimar), está bombando na faixa das 16h30. A emissora podia seguir assim, reservando a faixa das 15h30 para reprises e exibir novelas inéditas às 16h30 e 17h30. Os fãs agradecem!



Escrito por André San às 18h21
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Depois de amanhã!



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Escrito por André San às 18h16
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Xuxa deve reeditar "Hebe" na Record



Em seus últimos momentos como apresentadora da Globo, Xuxa Meneghel reuniu convidados famosos para um bate-papo descontraído num sofá. Foi no TV Xuxa de verão, gravado na casa de praia da apresentadora e exibido no início de 2014. Mesmo sem estar diante de uma plateia, o fato de ter Xuxa e convidados num sofá conversando lembrou bastante os áureos momentos do programa de Hebe Camargo, cujo sofá estrelado sempre foi sua marca registrada.

Talvez por isso, entre tantas ideias que a direção da Record cogitou para aproveitar Xuxa em seu cast desde sua contratação, a mais barulhenta do ano, a que prevaleceu foi justamente um semanal noturno, nas noites de segunda, dia que Hebe ocupou por anos no SBT. Em entrevista coletiva realizada na manhã de hoje, 11, Hebe foi muito citada pela loira na ocasião do lançamento de Xuxa Meneghel, que estreia na próxima segunda-feira, dia 17, às 22h30, na Record.

Segundo a Record, o programa Xuxa Meneghel será ao vivo, com uma plateia formada por 180 pessoas. Será, basicamente, um talk show, no qual os primeiros convidados serão os protagonistas da novela Os Dez Mandamentos e o cantor Alexandre Pires. Além de convidados no palco, Xuxa mostrará entrevistas externas, como com o surfista Gabriel Medina e com o astro Tom Cruise. Haverá ainda conversa sobre sexo e quadros interativos, nos quais os espectadores poderão participar pela internet.

Ou seja, na prática, Xuxa Meneghel não terá nada de novo, e guarda, como dito acima, grandes semelhanças com o clássico programa Hebe. O que não é ruim, pois um programa de variedades clássico, descontraído e com a presença de pessoas interessantes, se bem feito, é algo bem agradável de se assistir. E se o formato não é novo, novidade será ter Xuxa à frente de um programa neste estilo. A apresentadora comandou programas para a família em seus últimos anos de Globo, mas o formato era mais de “colcha de retalhos”, com uma sucessão de quadros, vários desinteressantes. Nestes moldes propostos pela Record, será, de fato, uma novidade na carreira da loira, ainda mais sendo noturno e ao vivo.

Por essas e outras, ao que tudo indica, a Record acabou escolhendo o melhor caminho para Xuxa. Um talk show diário e vespertino, que era a ideia original, dificilmente teria fôlego e é bem provável que acabasse sucumbindo diante de Maria do Bairro e cia, no SBT. Um semanal noturno era mesmo a melhor opção. A noite de quarta-feira, que seria a primeira opção, era realmente um dia a prova de erros. A noite de segunda já é uma incógnita, e Xuxa terá pela frente os filmes da Tela Quente, e também Programa do Ratinho e Máquina da Fama, no SBT. Não é uma batalha das mais fáceis, mas, sem dúvidas, será interessante para o espectador ver esta “batalha de conteúdos”. Todas estas produções terão que lutar para oferecer o melhor ao seu público, e o espectador sai ganhando. Vamos ver o que acontece.



Escrito por André San às 18h28
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Escrito por André San às 18h26
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